23 de fevereiro de 2018

Oh PA


O que se passa no rio?


Há vários dias que uma espuma amarelada corre pelo rio Arunca, desde a zona do Açude, acompanhando o corredor ribeirinho. Esta manhã uma técnica (da autarquia?) recolhia plantas no leito e cheirava-as. Levou-as consigo, para análise, certamente.
Usando de toda a transparência que lhe vale prémios, certamente o Município de Pombal terá uma resposta para isto, publicamente, e em breve.

21 de fevereiro de 2018

O negócio muito mal explicado

Há um ano e pouco, a CMP lançou uma OPA Florestal em que se propunha adquirir terrenos florestais por cerca de 0,3 € por m2.
Na última AM, ficámos a saber que a câmara pretende adquirir um terreno florestal, junto ao Parque Industrial Manuel da Mota, por 9,9 € por m2.
Porque é que os terrenos dos proprietários florestais anónimos valem, para a câmara, 0,3 € por m2, e o do amigo(a) industrial vale 9,9 € por m2? 
A enorme discrepância – 33 vezes mais - é inexplicável; até porque, o simulador criado pela câmara para avaliar os terrenos a adquirir no âmbito da OPA Florestal dá, para um terreno na periferia do Parque Industrial Manuel da Mota, o valor de 0,4 € por m2 - 25 vezes menos do que o acordado para o tal terreno!!!.
Um negócio muito mal explicado, também na dimensão económica.

20 de fevereiro de 2018

Quem é que não sabe o be-a-bá?

Na última AM, a Célia Cavalheiro, após algumas divagações, colocou de forma concisa a questão seguinte: - se houver um acidente em obra, de quem é a responsabilidade?
Na resposta, Diogo Mateus começou com a habitual desqualificação da oponente, e prosseguiu com argumentação falaciosa.
Diogo: é aceitável que um(a) Eng. Civil não saiba de quem é a responsabilidade pela segurança em obra - não é matéria do curso e os Eng. Civis não fazem todos gestão de obra -; mas não é aceitável que um tipo que estudou leis, foi vice-presidente da câmara durante uma década, presidente durante 5 anos, realizou centenas de obras públicas, não saiba de quem é a responsabilidade pela segurança em obra; e, pior ainda, não saiba que a responsabilidade não se “entrega”.
No final, fica uma dúvida maior: Diogo Mateus não sabe o be-a-bá ou é incapaz de assumir a responsabilidade pelo que não corre bem?

19 de fevereiro de 2018

Joaquim Mota (1937-2018) - ele é que foi o presidente da Junta


A notícia da morte de Joaquim Mota, que hoje partiu, à beira dos 81 anos, não dirá nada aos que entraram na vida política nos anos recentes, mas calará fundo a todos os que o conheceram, da esquerda à direita - e sobretudo aos que assistiram às suas intervenções na Assembleia Municipal. Houve um tempo em que os presidentes de junta tinham pouco dinheiro, algum poder, mas muito respeito por parte da população que representavam. E nesse tempo a Assembleia Municipal de Pombal era palco, amiúde, das mais inflamadas intervenções.  Como havia 4 ou 5 órgãos de informação, mais a presença constante dos jornais de Leiria e Coimbra, aquela bancada de imprensa que António Rocha Quaresma mandou colocar, no início dos anos 90, nos topos laterais do salão nobre - rapidamente se tornou pequena para todos os que acompanhavam as sessões. Por isso foi uma chatice, quando já no tempo de Narciso Mota (e de Menezes Falcão na AM, seguido de Luís Garcia e de José Grilo) os jornalistas deixaram de estar dentro do salão nobre, recambiados para a sala anexa, com telhado de vidro. Ironia do destino, hoje há dias em que sobra todo o espaço. 
Mas nesse que era o primeiro mandato de Joaquim Mota como presidente da Junta de Carnide (1989-2001, sempre pelo PSD) e eu me estreava nas páginas do Correio de Pombal, em 1993 (mesmo a tempo das eleições mais disputadas da história local) sabíamos que aquelas suas intervenções  eram um deleite. Começávamos todos a gargalhar - tal era a falta de filtro que fazia questão de aplicar, no jeito humilde, de orgulhoso camponês - e terminávamos a engolir o riso, pois que Joaquim Mota levava à AM as suas dores mais fundas. Naquele tempo Carnide era uma espécie de parente pobre das freguesias.
- Falta-nos tudo, menina!
...disse-me ele, daquela vez em que o entrevistei à mesa da cozinha da sua casa, para um suplemento que haveria de desvendar uma terra sem abastecimento de água, sem saneamento básico, más estradas, apenas uma placa a anunciar a construção de uma Centro Social, nem sinais de centro escolar ou pavilhão, equipamentos que nos últimos anos mudaram a vida da freguesia e dos que lá moram.
- Sabe...eu sou PSD mas nem sempre voto PSD...
Fizemos título com a frase, que só espantou os que não o conheciam. Joaquim Mota foi o expoente máximo do presidente de junta, sem peneiras mas preocupado com a sua gente, num tempo em que a delegação de competências ainda estava por vir. No meio daquela desconcertante simplicidade granjeava um enorme respeito entre os pares, fossem ou não da mesma cor política.
Lá em cima terá muita conversa para pôr em dia com velhos amigos autarcas. Lembranças nossas a todos, senhor Joaquim.

18 de fevereiro de 2018

Seguir a pista ou ignorá-la?



A pista coberta de atletismo é um filão que o Município de Pombal nunca conseguiu explorar, por inabilidade ou desmazelo. Na verdade, tem servido de muito pouco além de encher a boca e compor programas eleitorais, como está bem de ver.  A instalação da pista foi um bom legado que ficou da vintena de Narciso Mota no concelho, mas o(s) executivo(s) de Diogo Mateus tinha(m) obrigação de a promover, de conseguir com isso mais do que umas dormidas para os hotéis da terra. É confrangedor perceber que a única pista in door no país não é aproveitada de outra maneira, fazendo (mesmo) de Pombal a capital do atletismo de Inverno. 
Ontem à tarde a pista voltou a receber o campeonato nacional de clubes, amplamente anunciado nas tv's dos grandes. Em Pombal, tirando para a meia dúzia que se interessa pela modalidade, o evento passou ao lado. E no Expocentro, ficaram a nu as fragilidades de sempre: não há segurança contratada para o evento; o espaço não oferece condições mínimas de conforto (e segurança, nomeadamente as bancadas) a quem queira assistir às provas, e a Câmara mostra bem o nível de interesse e aposta na iniciativa quando faz a festa com dois ou três funcionários. Com o presidente em viagem pelas américas e o vereador do desporto, Pedro Brilhante, ocupado com o cargo da Jota e o congresso do PSD, tudo o que sobrou foi a presença do vereador Pedro Murtinho, e de Pedro Pimpão, no fato de deputado da nação.  

16 de fevereiro de 2018

PS

O PS (local) continua sem norte e sem liderança. Em assuntos fundamentais aprova no executivo; e reprova na AM. Há muito que deixou de ser um partido respeitado - levado a sério. Está condenado a disputar a liga dos últimos, para onde já foi atirado nas últimas eleições.
Os seus dirigentes andam (todos) muito empenhados nas eleições para a federação; sabem que aqui dificilmente terão futuro.
Valha-lhes a Nossa Senhora da Boa Morte.

15 de fevereiro de 2018

Manuel António sucede a Pedro Pimpão

Manuel António, ex-presidente da Junta Freguesia da Guia, de onde saiu por ter atingido o limite mandatos e manchado com acusações de má gestão pelos seus companheiros de partido, vai provavelmente assumir a presidência da concelhia do PSD.
Pedro Pimpão sai por ter atingido o limite de mandatos; mas cozinhou, com a mestria do chefe-escuteiro, uma sucessão de continuidade que lhe assegura futuro no partido.
José Gomes Fernandes, vice-presidente da concelhia, está fora da corrida: distanciou-se (ou foi distanciado) “dos jogos de interesses pessoais de velhacos ou dançarinos”, mas promete “assumir o papel de guerreiro habitual na próxima oportunidade”.

Os partidos precisam de alternativas e, até, de contestação interna, para que mediocridade não medre e as águas não se tornem insalubres.   

13 de fevereiro de 2018

O negócio mal explicado

A aquisição de terrenos pela CMP reveste-se muitas vezes de contornos pouco rigorosos ou obscuros.
A aquisição de um terreno, com cerca de 100.000 m2, junto ao Parque Industrial Manuel da Mota, por cerca de 1.000.000 €, a uma empresa que o adquiriu/permutou(!) recentemente por cerca de 200.000 € cheira a esturro. Uma mais valia imediata de 400%(!!!), realizada com um terreno que só pode ser valorizado se for transacionado para actividade industrial, é, no mínimo, chocante.
A forma leviana e precipitada como a câmara instruiu a proposta, que levou à AM, adensou a nublosa, e deixou a oposição sem margem para a aprovar. Quem conhece as partes envolvidas no negócio, percebe bem a urgência do vendedor, mas não percebe a pressa do comprador. Em Pombal não escasseiam lotes industriais, escasseiam indústrias.
O debate foi duro, ríspido e denso; mostrou que a política local está quente (não é local para meninos(as) de coro); teve boas trocas de argumentos, muita retórica e ataques ao carácter; a bancada da maioria resguardou-se; a oposição (desgarrada) a não capitalizou; resultou num empate técnico, esclarecedor sobre os contornos do negócio e sobre forma como se faz política por cá.
Na AM, a oposição (NMPM, PS e BE) rejeitou a proposta – foi aprovada com os votos do PSD e CDS. Mas na reunião do executivo, o PS aprovou a proposta e NMPH absteve-se.  
Com esta gritante descoordenação política, Diogo Mateus frita-os todos na frigideira do Salão Nobre.

Oh Diogo

A Patrícia Carvalho costuma passar despercebida pela AM. Na última resolveu intervir para elogiar o executivo.
Na resposta, Diogo Mateus lembrou-lhe que se limitou a cumprir a lei; e ficou a rir-se dela.
Este Diogo é mesmo ingrato. Não havia necessidade de gozar com a coisa - coitada da Patrícia.