28 de março de 2017

E quem não salta...não é da malta

Houve um momento na marcha lenta de ontem que teve um cheirinho a festejos de vitórias eleitorais (este ano com a rotunda, vai ser um fartote)... ou a fim de campanha. Este vídeo do presidente Ilídio Mota mostra a pujança das nossas juntas de freguesia, com destaque para a frota de Abiul. (O caso do presidente do Oeste, Manuel Serra, é mais complexo e por isso fica para depois). Sandra Barros - a independente que ganhou a junta para o CDS, em 2013 - andava toda contente a conduzir uma das carrinhas na manifestação, o que demonstra várias coisas: tempo livre, saúde financeira (ou dinheiro para o gasóleo) e a confirmação do namoro com o poder camarário, ou seja, com o PSD, que lhe fez uma pega exemplar. Nesta lide, o partido de Cristas corre o risco de se transformar no peão de brega mais famoso das autárquicas. CDS, já foste.

27 de março de 2017

Da nunca vista aventura de D. Diogo na pele de desordeiro

Na sua luta constante para decidir o que vai parecer; Dom Diogo decidiu que hoje encarnaria a figura do desordeiro. Não é o que ele vai ser; é simplesmente o que, por momentos, lhe interessa parecer. Vai daí juntou-se ao beato Ilídio e ao sorumbático Avelino na marcha lenta no IC2.
Que o beato Ilídio, que dentro de meses será um zero sem número, coloque a máscara de arruaceiro para disfarçar a brandura leitosa e a espinha-mole, que condenou a vila de Vermoil ao maior marasmo que por cá se encontra; aceita-se.
Que o pobre Avelino arrebite antes do toque a-finados, clamando por meia dúzia de rotundas, quando andou por cá calado e com o rabo entre as pernas; compreende-se, também.
Mas poucos esperavam ver Dom Diogo - figura distinta, grave e majestática – no papel de prevaricador, de desordeiro, de vilão, de falso virtuoso; num desvaneio sem grandeza nem alma, e sem povo; montado e executado com uso abusivo de recursos públicos por comadres-homens sem despudor.
Depois, custa ouvir os protagonistas em directo; cada espírito no seu timbre: Dom Diogo na pose grave, fala gravemente, como orador e não como pensador, para si e seus ouvintes; o beato Ilídio, na pele do falso agitador,  mais oco que dantes, o que debita sai-lhe opaco e amortecido, carregado do eco do grande vazio; e o Avelino, que mal crê em si mesmo, fala porque tem que falar, quer mais rotundas.
Tudo tão pequeno, tão adulterado, tão insincero, tão azedo. Perdoai-lhes Senhor; e dai-lhes uma pesada penitência.

Ilídio em marcha lenta


Os autarcas do concelho de Pombal, liderados pelo Presidente da Junta de Freguesia de Vermoil, Ilídio da Mota, tomaram a iniciativa de realizar uma marcha lenta no IC2, entre as Meirinhas e a Redinha, como forma de reivindicar melhoramentos nessa via.

É verdade que considero justa a reivindicação. Em Novembro de 2009, aqui no Farpas, manifestei publicamente o meu apreço pelo facto do Eng. Narciso Mota ter estabelecido como prioridade essa luta junto do Governo. Na altura (conforme lembrou Edgar J. Domingues), os laranjinhas acusavam o  então Governo de José Sócrates de “não ter sabido definir prioridades em termos de execução de obras mais prementes em termos de segurança rodoviária”. O próprio Ilídio da Mota questionou no Farpas (em 2009 ainda podia) a inércia das entidades públicas.

Em Fevereiro de 2014, em pleno governo do PSD/CDS, a questão do IC2 voltou a ter destaque neste blogue pela circunstância do deputado Pedro Pimpão, que era membro do grupo de trabalho da Segurança Rodoviária na Assembleia da República (não sei se ainda é), ter defendido a requalificação urgente da via. Esse parecia ser o momento certo para os autarcas pombalenses tomarem uma atitude firme. Não é todos os dias que se tem um primeiro-ministro tão amigo e um deputado tão bem posicionado. Pergunto: onde estava o ilustre presidente da Junta de Vermoil nessa altura? A dar largas à sua verve no facebook ou a tomar acções concretas junto do Governo e da Infraestruturas de Portugal? 

Os cortes de estradas, as marchas lentas, os boicotes eleitorais são iniciativas que se justificam quando praticadas por cidadãos que estão longe do círculo do poder, cuja voz dificilmente chega aos ouvidos de quem manda. Já não se entendem quando promovidas pelos autarcas de um dos concelhos mais laranjas do país, com deputados eleitos, depois de anos a privar com as mais altas instâncias governativas. Esta iniciativa apenas serviu para mostrar que os nossos eleitos gerem o concelho a duas velocidades: em marcha lenta, quando o país é governado pelos seus correligionários, e em marcha atrás, quando o inimigo político está no poder. 

24 de março de 2017

O testo e a panela




Estão bem um para a outro: o testo desamparado – o candidato – que não faz conjunto e se oferece para compor o combinado; e a panela vazia - o pasquim – que precisa de matéria, que renda. O desenlace esperado: o testo usado e jogado fora.
Ou uma representação da fábula do sapo e do escorpião, ao contrário, para gozo de político e eleitor.
Custa a acreditar …; mas é o que temos! 

A tragédia dos comuns


Diz-se, muitas vezes, que uma imagem vale mais que mil palavras. Se isso fosse verdade, bastava o forte impacto visual provocado pelas pedreiras do concelho de Pombal para convencer que estamos perante um atentado ambiental. Infelizmente não é o caso. Daí a relevância da luta do Grupo de Protecção Sicó (GPS), uma associação que presta um verdadeiro serviço público.

Depois do alerta, em sede de discussão do Plano Director Municipal, sobre as consequências da eventual expansão das pedreiras existentes no concelho, a associação vem agora mostrar que as suas as preocupações não eram infundadas. A exploração da pedreira avança, sem escrúpulos,  para os terrenos baldios circundantes e o poder local assiste a tudo isto impávido e sereno.

As populações estão, naturalmente, revoltadas. A prepotência com que os mais fortes impõem a sua lei, desrespeitando as mais elementares regras de convivência comum, é típica de uma república das bananas, não de um estado que se pretende democrático.  Thomas Hobbes, em 1651, na sua famosa obra “Leviatã", afirmou que os homens são fundamentalmente egoístas cabendo aos governos controla-los para que não se destruam mutuamente na busca dos seus interesses próprios. Mas quando o poder político assume, claramente, o interesse de uma das partes, o seu papel regulador desaparece. 

Em Pombal, temos um poder autárquico beato, mas que despreza as populações, e uma oposição de serviços mínimos, simpática e delicodoce. Neste cenário, a regulação dos comportamentos egoístas terá que ser feita pelas pessoas, pelas associações e pelos partidos que insistem em faz seus os problemas comuns. Ah! E pelo Farpas, claro!

22 de março de 2017

Que trata da saída do Príncipe a terras taurinas

O Príncipe ficou desapontado com o fraco retorno da visita a terras taurinas. O povo não aderiu; ignorou-o, até. Chamou o roliço Pança para lhe apontar as falhas.
- Vinde, aqui, Pança…
- Que deseja meu Amo poderoso? Aqui estou – respondeu o Pança.
- Quero ouvir, de-viva-voz, como justificais o falhanço da visita a terras taurinas? Inquiriu o Príncipe.
- Porque dizeis isso Senhor Meu Amo? Manejámos bem o que interessava: a governanta local e o jornaleiro – destacou o Pança.
- Não Pança. Nesta fase, o que nos interessa é o povo – referiu o Príncipe -; e não o tivemos… Até a governanta contínua fugidia; apesar das grandes empreitadas e prebendas que lhe atribuí. Não vos agarreis ao jornaleiro; esse está, há muito tempo, controlado; se não faz melhor, é por culpa tua ou da Serôdia.
- Propagandeou o que queríamos…
- Estais enganados, Pança. Tanto se perde por notícia de mais como por notícia de menos. Aquela peça dos moinhos só prejudicou – disse o Príncipe.
- Já dei na cabeça à Serôdia…Várias vezes lhe disse - mas ela não aprende - que não há necessidade de puxar pelo jornaleiro, pois ele já bajula demais – justificou e Pança. E acrescentou: - É verdade que não tivemos povo; e ainda não virámos a governanta, mas já dividimos o grupo.
- Não percebo aquela gente: é áspera como os carrascos da serra e irritante como as urtigas da ribeira-de-baixo - observou o Príncipe, descoroçoado. Era-nos tão fiel - mesmo com o trapaceiro - e tornou-se tão infiel!
- Nem eu – concordou o Pança. Nada agradecem e tudo contestam...Dá-se-lhes as coisas e cospem no prato! Mas a culpa não é só deles.
- É de quem mais... – Perguntou o Príncipe.
- Desculpai-me o descuido e o reparo – alertou o Pança. E acrescentou: - Vossa Mercê também não facilita a aproximação, não abdica da pompa régia e de toda a majestade.
- Já falaste demais, Pança. Quem presta contas, aqui, sois vós – disse o Príncipe exaltado. E acrescentou: - o roteiro que fizestes não resultou, ponto. Devíeis saber que aquela gente aprecia mais marradas de toiros do que moinhos de vento. Teria sido melhor aliciá-los com obras na Praça de Toiros.
- Talvez, mas limitei-me a seguir indicações – referiu o Pança. E pensou mas não o disse: “Dar conselhos a este senhor é como dar coices em aguilhão”.
- Não é isso que espero de um fiel, empenhado e arguto escudeiro. Não me estais a ajudar a manter o poder – concluiu o Príncipe.
- As minhas intenções sempre as dirijo para bons fins; que são fazer o melhor pelo meu Amo, o bem pelos nossos e o mal pelos inimigos – retorquiu o Pança. Se melhor não faço é porque sou mal industriado.
- Tereis aí grande dessintonia, entre intenções e resultados, que deveis corrigir rapidamente – concluiu o Príncipe.
- Sua Alteza vê todo o mundo pelo avesso, apenas pela face defeituosa, nunca reconhecendo virtude ou mérito. Um génio assim não é recomendável para ir a votos. 
                                                                                                                        Miguel Saavedra

18 de março de 2017

Quando tens uns dias de atraso

Não está fácil gerir no espaço público esta divisão instalada no PSD, quando nunca se sabe quem são, afinal, os que fazem exército pelo partido ou por Narciso Mota, porque aparecem de um lado e depois vão ao outro dizer que é tudo um equívoco. E as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram bom exemplo disso, este ano.
A habitual parceria entre a APEPI e as Mulheres Social Democratas partiu, como já aqui se disse, mas nesta altura o fair-play ainda dá os últimos suspiros - e por isso está agendada uma tertúlia para a próxima quinta-feira, cujo tema é deveras fracturante: A Mulher e o Desporto.
Como dizia a vereadora Catarina Silva no seu mural de facebook, "o Dia da Mulher é quando quisermos", por isso, comemorar a 23 de Março uma data que se assinala a 9...who cares? Confio que lá estará o exército de Teresa Silva a encher a sala.
Ao menos não caíram no ridículo de levar os homens a fazer de conta que respeitam muito as mulheres, como na semana passada. Porque não, esta luta não é deles.

15 de março de 2017

A (nova) aposta do PSD



O jantar das mulheres do PSD fez-se este ano num registo de muita paridade, com os homens à mesa. As fotos do evento  e (sobretudo) o vídeo, mostram várias coisas, tais como:
1. O PSD anda a pintar-se de vermelho, como é visível em todo o material promocional. Foge-lhes o pé para a asneira, amiúde, pois que já deviam saber quanto vale o laranja, neste concelho, por oposição a outras cores.
2. Está em curso uma subalternização de Pedro Pimpão. Mas isso dá um post inteiro.
3. Fernanda Guardado, a líder do Movimento das Mulheres Social-Democratas (seja lá isso o que for) é apontada como candidata do PSD à Junta de Freguesia de Pombal. No mentidero comenta-se a forma ressabiada como encarou a ida de Teresa Silva para a lista de Narciso Mota.
A deputada Teresa Morais - que é uma senhora - bem podia dar uns conselhos a este mulherio.

E o Turismo, Ana!

Há dias, armei-me em turista na própria terra. Foi numa tarde de domingo, fresco mas com boas abertas, que convidava a saída. Circulavam poucas pessoas pela cidade; abordei meia dúzia das que supus não me conhecerem, e perguntei-lhes pelo Posto de Turismo. Desconheciam tal local, e só uma indicou o edifício junto à Biblioteca, mas alertou-me logo que deveria estar fechado por ser domingo. E talvez por isso, também, nenhuma me mandou para uma agência de viagens, como sucede frequentemente.
Certo do destino e do propósito, dirigi-me ao Castelo. Dei uma volta, atenciosa, até se abrir uma porta de um caixote rectangular, modernaço, construído dentro do castelo, e sair de lá uma moça. Aproximei-me, cumprimentei-a e entrei. Perguntei-lhe se era ali que funcionava o Posto de Turismo. Disse-me que sim; perguntou-me se precisava de alguma ajuda. Perguntei-lhe se tinha algum roteiro que me permitisse visitar, no pouco tempo que tinha, os pontos de maior interesse na cidade. Disse-me que não; mas tinha uns folhetos com os pontos de maior interesse na cidade e no concelho. Percebendo que não me despertou qualquer interesse, perguntou-me se conhecia a história do castelo e a lenda de Al-Pal-Omar; acrescentou que poderia ver os vídeos. Aceitei. No final, perguntou-me se tinha gostado, disse-lhe que sim, que dentro da pobreza geral era a coisinha que se aproveitava. Perguntei-lhe, depois, se muitas pessoas – turistas – a procuravam; disse-me que não, que aparecem algumas no Verão mas muito poucas agora. Para rematar a visita perguntei-lhe quantas pessoas tinha atendido naquele dia. Respondeu-me, com ar desconsolado, “hoje, ainda nenhuma”. Era meia tarde, três horas. Deve custar-lhe muito a passar os dias, aqui – observei; reconheceu com um “hoje ainda mais, porque não tenho net nem telefone”. Despedimo-nos simpaticamente.
Para concluir o roteiro passei pelos “museus”, onde anunciavam exposições relevantes. Deparei-me com uma pobreza franciscana. Estão abertos, mas estão fechados. Percebi que não esperam ninguém; abrem as portas quando aparece alguém. O sossego é tanto que até custa incomodar. Um desperdício de recursos.
Podem masturbar os egos com discursos bajuladores, e iludir alguns com “notícias” plantadas nos pasquins; mas a realidade, se nada de substantivo fizerem, não muda.

13 de março de 2017

O biscoito do CDS


Inspirado naquele vídeo em que Diogo Mateus aparece a fazer sumol, na respectiva fábrica, o líder local  do CDS partilhou ontem um vídeo seu, filmado na padaria Central, a enrolar um biscoito do Louriçal.
É verdade que o CDS está nestas autárquicas como se fora massa a levedar, à espera que as condições lhe permitam crescer e aparecer. Mas para meter as mãos na massa é preciso arregaçar as mangas e arrumar a gravata, ou corre o risco de nunca passar da aspiração em chegar à Câmara. Sidónio Santos tem tido uma boa prestação na Assembleia de Freguesia de Pombal, demarcando-se do espírito PàF, e sobretudo do registo lambe-botas perpetrado na Assembleia Municipal. Não é fácil - sobretudo neste ano do fenómeno Narciso - mas ainda pode chegar a vereador. Só que há números que são escusados...

Obras tortas

O Príncipe e os seus apaniguados andam inchados com a rotunda do Alto do Cabaço, no IC2, que passou a ser a obra do regime, substituindo o CIMU – Sicó - o malfadado mamarracho . Quando se comemora a construção de (mais) uma rotunda na principal estrada nacional, paga com o dinheiro dos pombalenses, está tudo dito sobre os decisores locais.
A rotunda beneficia uma pequena parte dos automobilistas, os que circulam na EN237 na direcção Leiria; mas prejudica a esmagadora maioria, os que circulam na IC2.
Mas pior do que a rotunda, é a solução para o entroncamento entre a EN237 e a Rua Carlos Alberto Mota Pinto (junto à Estação de Serviço). A EN237 foi desclassificada - passou a EM – e tem funcionado como a única variante à cidade, permitindo, a Norte, contornar a cidade e fugir ao trânsito interior. Com o novo figurino, o trânsito que circula na EN237 em direcção ao Alto do Cabaço e pretende entrar na cidade, tem que entrar no IC2 e fazer a rotunda, obrigando à paragem do trânsito no IC2, nos dois sentidos.
Pergunta-se: como é que as Infraestruturas de Portugal aceitaram esta aberração? Olharam só para o projecto da rotunda ou limitaram-se a seguir o ditado popular: em cavalo dado não se olham os dentes. A investigar… 

11 de março de 2017

Propaganda barata

Tudo serve para promover o Príncipe como grande visionário e construtor; mesmo as asneiras. Ei-lo no alto das Corujeiras, na pose do grande timoneiro, determinado, apontando para amanhãs grandiosos, profetizando a recuperação do que nunca quis(eram) recuperar, do que deixaram atingir a degradação total, do que não é recuperável.

Haja paciência.